O que são Obras Repetitivas e Não Repetitivas?
Por Bruno Soares
Obras repetitivas, como o próprio nome já diz, são caracterizadas por operações lineares, repetitivas, em que as atividades se desenvolvem de maneira contínua e sequencial. Geralmente os projetos repetitivos são constituídos por unidades básicas que devem ser repetidas até o final da obra, como por exemplo quartos de hotel, apartamentos hospitalares, redes de infraestrutura, estradas etc.
Em 1940, a Goodyear lançou a técnica Linha de Balanço para programar projetos lineares na indústria de manufatura. Nos anos seguintes, o uso se difundiu na Europa e incluiu também o segmento da construção civil.
A técnica da Linha de Balanço é feita graficamente, com base na linearidade da tarefa, podendo ser visualizada num gráfico espaço x tempo, indicando a seção e quando a tarefa será executada nesta seção. A técnica propicia ao engenheiro da obra uma visão mais simples da execução das atividades e serve como ferramenta de apoio na melhoria da produtividade e qualidade nos canteiros.
Já as obras não repetitivas são caracterizadas por projetos únicos, como uma indústria ou uma usina hidroelétrica, nas quais as etapas não se repetem. Nestas obras normalmente se usa como técnica de planejamento a ferramenta do Gráfico de Gantt. Ambas as técnicas servem para o mesmo objetivo (controlar os recursos de um projeto ao longo do tempo), mas se diferem principalmente em função da disposição gráfica e das características de cada projeto.
A Aiza é especializada na construção de obras corporativas repetitivas, como o Hotel CMMC e o Retrofit do Hospital Cajuru, e obras não repetitivas, como a fábrica da Toshiba e o Museu Memorial Marista.
