Inovação na Construção Civil: Bioconcreto
Por Bruno Soares
Imagine um material de construção que, de maneira similar a um organismo vivo, fosse capaz de se recuperar de “ferimentos”. Parece ficção? Pois bem, isso já existe, e é conhecido pelo nome de “bioconcreto”.
Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, o bioconcreto utiliza dois ingredientes para regenerar fissuras: esporos da bactéria bacillus pseudofirmus e nutrientes de lactato de cálcio.
As bactérias permanecem latentes até entrar em contato com água e oxigênio (situação que ocorre em uma fissura). Elas se multiplicam e produzem carbonato de cálcio, que fecha a fissura.
O processo de “cicatrização” leva em média até 3 semanas, e virtualmente não há limite máximo para a extensão da fissura – a única limitação é que, para a regeneração funcionar, a fissura não pode ter mais de 8mm de largura.
Da mesma forma que ocorre com outras tecnologias relativamente novas, o custo de produção tende a atrasar sua adoção pelo mercado: segundo estimativa publicada pelo jornal Guardian em 2016, o acréscimo dos esporos e do carbonato de cálcio implicaria uma elevação de 40% no custo do metro cúbico do concreto, em comparação com o tradicional.
Se o bioconcreto irá superar esta barreira, só o tempo dirá.
Confira abaixo um vídeo do material:
